Um Blog destinado a discutir assuntos de ordem institucional, política, ética, longe do inferno definido nas supostas redes sociais, onde a covardia, a irresponsabilidade, o ressentimento e todas as paixões baixas se manifestam. Aqui, procuro pensar, sem ferir ou humilhar ninguém. Na internet, sobretudo nas mentirosas páginas "sociais", encontramos a besta fera descrita por Platão (Rep.. 588c): θηρίου ποικίλου καὶ πολυκεφάλου. Lúcido Platão!
Repassem esse Site de Educação para todas pessoas que estão estudando e os interessados por cultura.
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos.
Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ; · escutar em MP3 de alta qualidade; · Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia; · ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA, ARTIGOS CIENTÍFICOS · e muito mais....
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos
em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso,
já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta
situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a
utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do
gosto pela leitura. Divulgue para o máximo de pessoas. Vamos acessar
Catholics and Protestants have, since the
earliest days of the Reformation, held markedly different views about
the Virgin Mary. In Reforming Mary Beth Kreitzer examines the
development of Lutheran views on this subject as expressed in
16th-century Lutheran published sermons, starting with the earliest of
Luther's own Reformation sermons. She shows that from the beginning
Lutherans rejected much of the theology and piety that surrounded Mary
in Catholicism, especially her status as heavenly queen and intercessor
with Christ. They affirmed those orthodox teachings about Mary that
related to Christ (the Virgin's role as Theotokos, the virgin birth) and
by extension Mary's purity, or perpetual virginity. As time went on
Lutheran preachers showed less interest in Mary as a topic and by the
later part of the century showed an increasingly harsh and critical view
of her. These later sermons reveal a new willingness, in opposition to
received tradition, to impute sin to Mary. Kreitzer attributes this
changed attitude to the increasing distance of Lutherans from their
Catholic roots, the logical results of theological changes in the
Reformation, and a perception of an increased threat of
re-catholicization. Finally, she shows, Mary was pressed into service by
preachers who endeavored to instruct the laity in both what to believe
and how to live, making a causal connection between being a good
Christian and being a good citizen of society. In this context, Mary was
used as a role model and was often promoted as an exemplar for females
in ways that served to constrain and domesticate women, placing them
more firmly under male authority. But despite the attempts by preachers
to domesticate and mold her, Kreitzer argues, the Lutheran Mary remains a
complex and paradoxical figure.
Excerpt
The first five chapters of this study
treat the most important Marian holidays that survived in the Lutheran
church, along with several other gospel texts in which Mary is a central
figure. the remaining texts in which she appears are treated in this
chapter. in the Christmas story from Luke 2, Mary played a vital role in
the events that took place, but Jesus as the promised Messiah is
usually the focus of Christmas sermons. Certain elements significant for
this day are important for Mariology, especially her role as the Theotokos,
the Godbearer. Her importance as the guarantor of Christ's humanity is
underscored in these sermons. She plays a more minor role in the
remaining texts concerning Jesus' infancy. the sermons on Jesus'
circumcision (New Year's Day) rarely mention her, and in both Epiphany
and Innocents sermons she appears only infrequently. in the story of
Jesus' passion, Mary is mentioned as standing at the foot of the cross
and plays a small role in the drama there. the significance of Mary at
the cross, so important for late medieval devotion, is minimized in
Lutheran sermons, and the growing devotion to Mary as coredemptrix is
ignored. Finally, the three important holidays celebrating Mary's
conception, birth, and assumption, lacking scriptural evidence and
support, are quickly phased out of the Lutheran calendar. Sermons on
these days appear only in the earliest postils.
The Christmas Story
In
the traditional text for the Christmas holiday, Luke 2:1–20, Mary's
centrality for the Christian faith is underscored: she is the mother of .
. .
Rejeição da denúncia contra Temer ameaça democracia e mostra 'força bruta do dinheiro', diz Roberto Romano
Revista ihu on-line
26 Outubro 2017
O professor de ética e filosofia Roberto Romano, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), vê como ameaça à própria democracia brasileira o resultado da votação na Câmara dos Deputados que arquivou a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). "O resultado mostra que efetivamente estamos nos últimos momentos do Estado Democrático de Direito", afirmou.
A reportagem é de Guilherme Azevedo e publicada por Uol, 25-10-2017.
Para Romano, o arquivamento da primeira denúncia,
em agosto, e o de agora mostram que "os operadores do Estado não estão
mais em condições mínimas de seguir a liturgia dos cargos", como
determina a Constituição.
O professor nota a prevalência, no resultado, do "jogo da força bruta
do dinheiro", na "cooptação [compra]" do voto dos deputados federais
pelo governo Temer. "Não vi tamanha desfaçatez nem no mensalão", comparou Romano, referindo-se ao escândalo da compra de apoio de congressistas em meados dos anos 2000, durante a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Outro fator que demonstra a ameaça à democracia brasileira
é a ausência de participação do eleitor na definição do destino
político do país. "O cidadão está totalmente afastado [do nível
decisório] e desconfiado dos operadores do Estado", aponta. "O resultado
desta quarta-feira é uma volta a mais na descrença popular no sistema
representativo [do Congresso].".
Para o professor, o momento se agrava devido à falta de partidos organizados de verdade e de lideranças políticas. Ele vê o PMDB como uma facção que tomou o poder, o PSDB como um partido dividido e o PT dependendo única e exclusivamente de Lula, agora às voltas com problemas com a Justiça.
"Governo das cotoveladas”
Quanto ao futuro de Temer, Romano
diz que será o do "governo das cotoveladas". Um governo sem respaldo,
sem respeito, em que prevalecerá o tamanho do cotovelo, a força bruta,
do interlocutor. "Se as crises antes eram anuais, semestrais, mensais,
agora serão diárias. Temo pelo futuro, inclusive pela tradição de saídas
desastrosas brasileiras para crises na história", opina, se referindo
às Forças Armadas.
"O resultado mostra que efetivamente estamos nos últimos momentos do
Estado Democrático de Direito", afirmou nesta quarta-feira (25) ao UOL.
Para Romano, o arquivamento da primeira denúncia, em agosto, e o de
agora mostram que "os operadores do Estado não estão mais em condições
mínimas de seguir a liturgia dos cargos", como determina a Constituição.
O professor nota a prevalência, no resultado, do "jogo da força bruta
do dinheiro", na "cooptação [compra]" do voto dos deputados federais
pelo governo Temer. "Não vi tamanha desfaçatez nem no mensalão",
comparou Romano, referindo-se ao escândalo da compra de apoio de
congressistas em meados dos anos 2000, durante a Presidência de Luiz
Inácio Lula da Silva (PT).
Outro fator que demonstra a ameaça à
democracia brasileira é a ausência de participação do eleitor na
definição do destino político do país. "O cidadão está totalmente
afastado [do nível decisório] e desconfiado dos operadores do Estado",
aponta. "O resultado desta quarta-feira é uma volta a mais na descrença
popular no sistema representativo [do Congresso]."
Para o professor, o momento se agrava devido à falta de partidos organizados de verdade e de lideranças políticas.
Flávio Florido/UOL
O
cidadão está totalmente afastado. O resultado desta quarta-feira é uma
volta a mais na descrença popular no sistema representativo
Roberto Romano, professor de ética
Ele vê o PMDB como uma facção que tomou o poder, o PSDB como um partido
dividido e o PT dependendo única e exclusivamente de Lula, agora às
voltas com problemas com a Justiça.
"Governo das cotoveladas"
Quanto ao futuro de Temer, Romano diz que será o do "governo das
cotoveladas". Um governo sem respaldo, sem respeito, em que prevalecerá o
tamanho do cotovelo, a força bruta, do interlocutor.
"Se as
crises antes eram anuais, semestrais, mensais, agora serão diárias. Temo
pelo futuro, inclusive pela tradição de saídas desastrosas brasileiras
para crises na história", opina, se referindo às Forças Armadas
Na estreia do Estúdio CBN, Tatiana
Vasconcellos e Fernando Andrade recebem o jurista e comentarista da CBN
Wálter Maierovitch, a colunista do Valor Econômico Maria Cristina
Fernandes, e o professor de Ética e Filosofia da Unicamp Roberto
Romano.Em debate, o foro por prerrogativa de função. Um dos alicerces do
sistema republicano é a máxima de que todos são iguais perante a lei,
mas a nossa lei criou distinções.
DURAÇÃO: 00:22:08
Tatiana Vasconcelos recebe Maria Cristina Fernandes, Roberto Romano e Wálter Maierovitch no Estúdio CBN. Foto: CBN
Fim
de tarde de primavera. Luz artificial na sala de trabalho do biólogo
Paulo Oliveira, professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp. Nas
paredes, livros, mapas, fotos de formigas, recortes de jornais, artigos,
publicações científicas e lembranças de alunos, professores e
cientistas. A janela entreaberta ameniza o calor e o tempo seco. O sol
se põe do lado de fora. O canto dos pássaros invade o pequeno recinto.
“Muita gente pensa que aves e outros animais
grandes são os responsáveis exclusivos pela dispersão de sementes na
floresta. Os vertebrados são fundamentais, mas uma vez que a semente cai
no chão, as formigas são as dispersoras”, afirma o cientista.
Oliveira, na Unicamp desde 1983, é especialista em
interações entre formigas e plantas. Existem em torno de 15 mil espécies
de formigas identificadas pela ciência. As formigas, insetos sociais,
são responsáveis pela chamada dispersão secundária das sementes. O
trabalho
que realizam — de transporte da semente para o
ninho e ingestão da energia contida na polpa do fruto que tomba no solo,
deixando-o limpo e livrando-o de infestação por fungos — facilita a
germinação da semente.
A dispersão primária cabe a aves, macacos, morcegos
e outros animais maiores, como o lobo-guará, que são atraídos pelos
frutos coloridos e com polpa saborosa. Esses animais percorrem longas
distâncias e lançam as sementes dos frutos no solo, aumentando as
chances de as plantas colonizarem outros territórios e garantirem a
diversidade genética de um ecossistema.
A importância desses pequenos invertebrados, os
mais numerosos entre os insetos, em um ecossistema terrestre, aumenta à
medida que a ação do homem produz seus efeitos no planeta. Na era
geológica atual, que leva o nome de Antropoceno, um desses efeitos é a
onda de perda de biodiversidade, como a que cientistas projetam no
Cerrado brasileiro, caracterizada pelo desaparecimento de parte dos
animais grandes que realizam a dispersão primária.
As formigas sofrem menos as interferências da
atividade humana. Elas interagem com outras espécies de insetos, plantas
e vertebrados. Além disso, as formigas reinam no solo da maioria dos
ecossistemas terrestres do planeta, sendo os animais — junto com os
cupins — mais abundantes. “Imagine um quadrado na Amazônia de 100 metros
por 100 metros — ou 1 hectare. Contaremos 8 milhões de formigas. Amplie
agora isso para outras regiões tropicais do planeta e terá ideia do
quanto a formiga é comum”, comenta Paulo.
Recém-lançado pela editora Cambridge University Press, o livro Ant-Plant Interactions: Impacts of Humans on Terrestrial Ecosystems
(ainda sem tradução para o português) ressalta o papel ecológico
estratégico das formigas para a sobrevivência dos biomas no mundo e
dedica-se aos efeitos das alterações do homem no planeta na interação
entre esses insetos sociais e as plantas.
O
professor e biólogo Paulo Oliveira mostra o livro organizado por ele:
“Nove em cada 10 invertebrados que estão nas folhas das árvores são
formigas” | Foto: Hélio Soares Jr.
O
biólogo Paulo Oliveira e a pesquisadora Suzanne Koptur, da Florida
International University, organizaram o trabalho no qual 52
pesquisadores do mundo todo demonstram, em 452 páginas, que as
interações entre formigas e plantas podem ser extremamente benéficas. Os
estudos foram realizados em ecossistemas temperados e tropicais de
países das Américas e da África, no Japão, na Polinésia, na Indonésia e
na Austrália.
Os caminhos evolutivos de formigas e plantas vêm se
cruzando há 100 milhões de anos. Como representantes de diferentes
reinos, o animal e o vegetal, formigas e plantas envolvem-se em diversos
casos de mutualismo, gerando benefícios para as espécies envolvidas.
“Nove em cada 10 invertebrados que estão nas folhas das árvores são
formigas”, lembra Oliveira.
Um dos casos de mutualismo de defesa descritos no
livro acontece entre as formigas do gênero Crematogaster e as espécies
de um arbusto dominante nas savanas africanas, do gênero Acacia. As
formigas, que são agressivas, têm alto potencial para defender as
plantas contra herbívoros, como os elefantes.
“Para aumentar a presença de formigas nos galhos e
folhas, a acácia oferece em troca gotinhas de néctar, que são recursos
alimentares, ou moradia — quer dizer, espaço para a formação de
formigueiro”, aponta o biólogo da Unicamp. Toda a vez que o elefante
aproxima a tromba para arrancar as folhas, as formigas avançam
agressivamente para picá-la, afastando o grande mamífero e protegendo o
formigueiro e o arbusto.
O livro também apresenta outros casos comuns de
interação entre formigas e plantas: o transporte de sementes no solo. A
Biologia chama isso de mutualismo de dispersão. No Cerrado e na Mata
Atlântica, por exemplo, o chão está repleto de formigas. Oliveira
observa que acontece um processo de dispersão secundária de sementes nas
áreas em que a natureza está bem conservada nesses biomas.
O fruto cai naturalmente da árvore quando amadurece
ou porque algum animal de maior porte deixou-o cair ou descartou-o. Uma
vez no solo, há espécies de formigas que interagem com o fruto,
interessando-se pela parte carnosa e nutritiva. As formigas operárias
dessas espécies levam os restos de polpa para as que estão em estado
larval dentro do formigueiro.
“Até mesmo as formigas carnívoras, que caçam outras
formigas e lagartas, ficam interessadas nos frutos que têm na polpa
gordura e proteína”, explica o biólogo. “Na Mata Atlântica, há um gênero
de formigas, as Odontomachus (carnívoras), que pegam a semente que cai
debaixo da árvore e ajuda a colonizar outro pedaço de terra. Isso tem um
efeito muito importante no estágio inicial de vida da planta”, aponta.
O comportamento das Odontomachus e de outras 15
espécies para a dispersão da árvore Clusia criuva foi descrito pela
primeira vez em estudo realizado na Ilha do Cardoso, no litoral sul de
São Paulo. Quando retiram a polpa, as formigas limpam a semente e a
descartam nas imediações do formigueiro. A semente germina com mais
facilidade e as plantas têm mais chances de se desenvolver e chegar ao
primeiro ano de vida. O entorno do ninho é rico em nutrientes, como
nitrogênio e fósforo, em decorrência do material orgânico acumulado
pelas formigas.
O futuro dos ecossistemas
A intervenção do homem no planeta tem provocado
mudanças na configuração dos ecossistemas globais, como a destruição ou a
degradação de áreas nativas. A comunidade científica também estuda a
relação entre o aumento da temperatura média do planeta com as emissões
de gases de efeito estufa (GEE) no Antropoceno. Os cientistas
desconhecem com precisão como será o impacto dos efeitos das mudanças na
vida de todas as espécies. O desequilíbrio dos ecossistemas é um dos
indícios.
Depois
de descartadas nas imediações do formigueiro, onde o solo é rico em
nutrientes, as plântulas crescem | Foto: Luciana Passos
“Há
registros de áreas específicas nas savanas africanas em que a presença
de formigas invasoras no ecossistema tem gerado desequilíbrio. Uma das
consequências é que as acácias, antes protegidas pela interação com as
formigas do gênero Crematogaster, estão sendo devastadas pela ação dos
elefantes, que comem o arbusto desprovido de defesa”, diz Oliveira.
As formigas são indicadores do estado de
conservação de um ecossistema. Na hipótese de os pequenos animais
nativos desaparecerem, não haveria mais animal que aerasse o solo, que
ficaria mais compactado. A adubação decairia consideravelmente. Muitas
das plantas que as formigas protegem ficariam desprotegidas. Outras
seriam mais comuns, sendo dominantes. Muitos dos herbívoros que as
formigas combatem seriam preponderantes.
“É uma bola de neve. Quando há desequilíbrio, as formiguinhas são afetadas tanto quanto os outros animais”, destaca o biólogo.