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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Instituto de Biologia/Unicamp

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IB 50 anos com Roberto Romano da Silva

O Instituto de Biologia recebe, no dia 21 de novembro de 2017, o Prof. Dr. Roberto Romano da Silva, professor titular aposentado do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). A palestra A Ética da Autonomia Universitária faz parte das comemorações dos 50 Anos do IB.
O evento acontece no dia 21 de novembro, terça-feira, às 14h, na Sala da Congregação do Instituto de Biologia. Não é necessário fazer inscrição.


A Ética da Autonomia Universitária
A autonomia é um valor que segue a vida da universidade desde seus primeiros instantes. Com o tempo, instituições como a igreja e o Estado, ao garantir a subsistência material dos campi, atenuaram muito a prática da autonomia: quem fornece recursos financeiros e materiais também age no sentido de impor os curricula, os métodos de ensino, os critérios de aproveitamento e nomeação dos professores e funcionários. Além disso, tanto a instituição eclesiástica quanto a estatal buscavam nas universidades os técnicos necessários ao processo de centralização burocrática do poder. É o que explica a divisão, nos campi, entre as Faculdades "superiores"(Direito, Teologia, Medicina) e as "inferiores"(as dedicadas à natureza, à filosofia, etc.), Tal divisão interna correspondia aos projetos dos governantes e não tanto aos requisitos diretos da pesquisa científica. Tal situação durou até o século 19, quando as universidades tinham se transformado em burocracias intelectuais. É bom recordar que o mais significativo das ciências e da filosofia, nos século 17 e 18, surgiu não raro fora e contra as universidades (Francis Bacon, Descartes, Pascal, a Enciclopédia, Leibniz, e outros ).  Com as propostas de instauração da pesquisa no século 19, sobretudo nos projetos de Humboldt, a pesquisa seria reservada preferencialmente a institutos paralelos à universidade, não tanto no seu interior. Dois autores importantes do século 18 marcam a crítica construtiva à universidade. Em primeiro, Denis Diderot, no Plano de uma Universidade para a Rússia e depois v&ecir c;m as teses kantianas, sobretudo na obra O Conflito das Faculdades.  De modo diverso, os dois pensadores mostram a ausência de autonomia da universidade, a sua dependência de governos e  igrejas, indicando caminhos para uma nova prática autônoma. No início do século 20, um texto relevante para a reflexão sobre  a estrutura universitária e sua falta de autonomia foi escrito por Max Weber, em A ciência como vocação.
A partir de tais pressupostos históricos e teóricos, pretendemos apresentar o caso brasileiro, com suas facetas problemáticas de relacionamento com o poder estatal, a sociedade civil, os vários poderes políticos e econômicos. A pergunta que norteará toda a exposição é a seguinte: "autonomia pode ser algo efetivo, ou é apenas uma ideia normativa que nunca se realiza plenamente?
Prof. Dr. Roberto Romano da Silva
Possui graduação em pela Universidade de São Paulo (1973) e doutorado em Filosofia - L'École des Hautes Études en Sciences Sociales (1978). Professor Titular aposentado do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH/UNICAMP). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Ética e Política, além de História da Filosofia, atuando principalmente nos temas: ética, democracia, ciências politicas, crise universitaria, crise politica, religiao e universidade pública. Autor de vários livros, entre eles “Brasil, Igreja contra Estado” (Editora Kayrós, 1979), “Conservadorismo romântico” (Editora da Unesp), “Silêncio e Ruído, a sátira e Denis Diderot” (Editora da Unicamp), “Razão de Estado e outros estados da razão” (Editora Perspectiva).

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